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Monkeypox pode dar acesso ao diagnóstico do VIH

Monkeypox pode dar acesso ao diagnóstico do VIH

O Dr. José Poças é diretor do Serviço de Infecciologia do Centro Hospitalar de Setúbal e já assistiu a diversas edições da International AIDS Conference e, no rescaldo da 24.ª edição, antes de regressar para Portugal, destacou à News Farma o que, na sua ótica, considerou importante partilhar com os pares. Veja o vídeo.

Vídeo

A partir de Montreal, Canadá, o especialista em Infecciologia mencionou que assistiu a inúmeras sessões e, quando convidado a fazer um balanço, não hesitou em evidenciar uma particularidade deste congresso internacional, que é transversal a todas as edições: a “grande participação do ativismo relacionado com a doença nos seus mais diversos aspetos”, algo espelhado no programa científico.

Decorreram “muitas sessões”, com temáticas de cariz social relacionadas com esta “doença que não é apenas causada pelo vírus”. O facto de se “dar expressão aos diversos setores da sociedade e ao ativismo dos movimentos dos doentes” torna este congresso “único a nível mundial”, na perspetiva do Dr. José Poças, que considera “sempre bom destacar a vertente social da infeção por VIH”.

Do ponto de vista clínico, o diretor do Serviço de Infecciologia do Centro Hospitalar de Setúbal disse que “não há grande inovação”. Destacou, contudo, as sessões onde foi abordada a infeção pelo vírus Monkeypox, frisando a designação “problema emergente” conferida recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Ainda não tem expressão pandémica, mas provavelmente caminhará para lá”, comentou o Dr. José Poças, ainda sobre a Monkeypox. “Temos que estar atentos a manifestações atípicas desta infeção, além das manifestações dermatológicas clássicas, em especial nos doentes com imunossupressão concomitante. Esta doença afeta de uma forma particular os doentes com imunodeficiência e desde logo os doentes com VIH”, referiu e salientou que pode ser também um alerta para o diagnóstico de outras patologias. Ou seja, “as pessoas podem transportar a infeção por VIH sem saberem e, a propósito da Monkeypox, terem acesso ao diagnóstico de VIH ou de outras infeções sexualmente transmissíveis (IST)”.

O especialista em Infecciologia também destacou algumas sessões ligadas à investigação e exemplificou com “a promissora utilização de anticorpos neutralizantes como uma nova estratégia do controlo imunológico da doença”. Todavia, ressalvou que “os estudos clínicos estão em marcha”, pelo que “é cedo para conclusões”. Deu também como exemplo “a reprogramação in-vitro das células CD8”, considerando “promissor e muito atrativo do ponto de vista conceptual”, porém, “ainda sem tradução clínica”.

quinta-feira, 04 agosto 2022 12:16
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