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Orientações para aumentar o acesso à PrEP lançadas pela OMS

Orientações para aumentar o acesso à PrEP lançadas pela OMS

Organizada em conjunto pela International AIDS Society e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o simpósio satélite “Expanding access to PrEP through differentiated service delivery: Lessons from COVID-19 adaptations” foi palco do lançamento e apresentação do documento técnico produzido pela OMS, “Differentiated and simplified pre-exposure prophylaxis for HIV prevention: update to WHO implementation guidance”

A primeira parte da apresentação foi levada a cabo pelo Prof. Doutor Robin Schaefer, membro da Unidade de “pre-exposure prophylaxis (PrEP) for HIV prevention for the Testing, Prevention, and Populations” da OMS, e que esteve envolvido na elaboração do documento que “visa apoiar serviços de PrEP diferenciados, simplificados, desmedicalizados e abrangentes”, com especial enfoque na PrEO oral, embora “inclua alguma orientação para o uso do anel vaginal de dapivirina e de cabotegravir de ação prolongada”.

 

“Iniciar, usar e interromper a PrEP” é um dos pontos revistos no “Differentiated and simplified pre-exposure prophylaxis for HIV prevention: update to WHO implementation guidance”. Segundo o especialista, a principal mudança é a “elegibilidade para a PrEP orientada por eventos foi expandida para incluir todos os homens cisgénero e pessoas transgénero designadas como homens ao nascimento que tenham exposição sexual ao VIH e que não estejam a tomar hormonas femininas exógenos”. Por outro lado, “a infeção pelo vírus da hepatite B não é considerada uma contraindicação para a PrEP orientada por eventos, removendo, assim, uma barreira e, esperançosamente, tornando-a mais acessível”.

 

Ainda sobre a PrEP e a infeção pelo vírus da hepatite B e também da hepatite C, foi igualmente incluído um capítulo dedicado a este tópico que, de uma forma global, refere que “os serviços de PrEP têm a oportunidade de abordar estes dois vírus”, sendo que para o vírus da hepatite B recomenda-se “testagem única no momento da iniciação da PrEP” e o mesmo para o vírus da hepatite C, com testagens a cada 12 meses. Além disso, sublinha-se que “os testes à hepatite B e C não devem ser barreiras para os serviços de PrEP”.

 

No seguimento da sua palestra, o Prof. Doutor Robin Schaefer mencionou que este documento tem uma parte dedicada à monitorização da função renal para a PrEP que, deverá ser “opcional para todos aqueles sem comorbilidades com idades inferiores a 30 anos e, dependente dos recursos existentes, para aqueles com idades <50 anos”.

O último ponto abordado pelo palestrante foi referente aos autotestes para a PrEP e neste documento pode ler-se que esta opção “pode complementar as estratégias de testagem para o VIH já existentes de forma a apoiar as várias abordagens dos serviços de distribuição diferenciada para a PrEP oral e também para o uso do anel vaginal de dapivirina”.

 

De seguida, foi a vez da Prof.ª Doutora Heather-Marie Schmidt, consultora regional para a PrEP da UNAIDS Asia-Pacific, de dar a conhecer mais alguns tópicos incluídos neste documento, desde logo a construção em blocos da prestação de serviços diferenciados que “devem ser centrados na pessoa e na comunidade e, por isso, devem adaptar os seus serviços às necessidades e preferências em questão”, tornando “a PrEP mais acessível e aceitável” por quem necessita da mesma.

 

No final da sessão, a especialista destacou algumas considerações chave sobre a construção em blocos da prestação de serviços diferenciados, referentes ao “onde”, “para quem” e ao “quando e o quê”, todas elas reunidas numa tabela que pode ser consultada online, à semelhança dos restantes conteúdos incluídos no documento produzido pela OMS, através do seguinte link.

quarta-feira, 03 agosto 2022 19:13
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