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O que é necessário fazer para atingir os alvos de 2025 da UNAIDS?

O que é necessário fazer para atingir os alvos de 2025 da UNAIDS?

O Dr. Mitchell Warren, co-chair da Global HIV Prevention Coalition e diretor executivo da AVAC, Global Advocacy for HIV Prevention (Estados Unidos da América), foi o especialista por apresentar uma visão geral do roteiro de prevenção para o VIH traçado para 2025 durante a sessão “A new global Roadmap for combination HIV prevention. Intensified actions towards achieving UNAIDS 2025 targets”.

 
“A liderança importa e sempre importará. É importante na resposta à VIH/SIDA há 41 anos e o facto de estarmos aqui reunidos esta manhã, dá-me uma grande esperança e um grande conforto. Contudo, a fasquia é alta porque este roadmap de prevenção descreve o que precisamos fazer, mas isto é algo que foi feito anteriormente”. Foi desta forma que o Dr. Mitchell Warren iniciou a sua intervenção, lembrando que outros documentos do género já foram elaborados e exigiram “muito trabalho, mas não chega porque estes roadmaps não previnem a infeção, nem acabam com epidemias”. “É a nossa ação coletiva que nos leva a tal e espero que este roteiro vos ajude a perceber como”, completou.
Segundo o palestrante, “temos boas novas metas robustas que não se concentram apenas nos grandes números 95/95/95, mas principalmente nos vários 10% que temos para atingir”. “Mas será necessária uma aceleração substancial para atingir as metas de 2025. Em 2020 tínhamos um mapa que mostrava a vontade de atingir menos de 500 mil novas infeções. E agora, porque somos ambiciosos, queremos chegar a não mais de 370.000 novas infeções”, declarou, referindo existirem, no entanto, “grandes lacunas” como, por exemplo, “liderança política limitada na prevenção do VIH, obstáculos políticos e estruturais aos serviços de prevenção do VIH, financiamento limitado da prevenção do VIH e na implementação limitada em escala”.
 
Assim, para o Dr. Mitchell Warren, é “uma boa notícia termos este novo roadmap para 2025” que “dá orientações muito claras para todos os países e para todas as populações que procuram reduzir novas infeções por HIV”. Este documento “estabelece princípios, abordagens, áreas de ação prioritárias e metas programáticas, traça ações a nível de cada país para alcançar um conjunto ambicioso de metas até 2025 e baseia-se nas conclusões dos relatórios de progresso e nas recomendações de uma revisão externa da Global HIV Prevention Coalition e do roteiro anterior”.
 
Tal como exposto pelo especialista, “o HIV Prevention 2025 Roadmap”:
• Tem em conta um contexto em evolução marcado por desigualdades persistentes e pandemias sobrepostas;
• Reflete o foco intensificado em populações-chave em todos os lugares e meninas adolescentes e mulheres, e homens jovens de África Subsaariana e fortalecendo os papéis das comunidades na prevenção do HIV;
• Orienta o uso de recursos escassos de forma a alcançar o máximo impacto;
• Enfatiza o acesso mais amplo e o uso de opções e abordagens inovadoras de prevenção do VIH;
• Destaca a importância de processos sólidos de gestão e responsabilização.
 
“E para chegar às metas ambiciosas, precisamos de uma abordagem centrada nas pessoas. Precisamos de colocar 95% das pessoas em risco de infeção por VIH sob prevenção combinada eficaz e priorizada que será diferente para pessoas diferentes”, afirmou, acrescentando: “Não se trata de dar flyers às pessoas. Trata-se de dar às pessoas a oportunidade de agir e de prevenirem e protegerem-se, para podermos chegar ao número ambicioso de não mais que 370 mil novas infeções”.
 
Sem pormenorizar, o Dr. Mitchell Warren mostrou que o roteiro recomenda dez pontos de ação e que está assente em cinco pilares de prevenção que podem ser consultados nas páginas 5 e 23, respetivamente, do documento publicado online, cuja versão portuguesa pode ser consultada em https://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/prevention-2025-roadmap_pt.pdf.

 

quarta-feira, 03 agosto 2022 17:12
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